O LORDI (Laboratório de Redes e Sistemas Integrados) desenvolve um projeto para aproveitamento de PC´s antigos e colocados de lado pelo avanço da tecnologia. Qual é a instituição e escola que não tem um conjunto de PC’s para os quais não encontra utilidade? E que não desejaria ter mais um espaço para acesso à Internet e/ou outras funções?
Com esta solução as instituições e escolas poderão reaproveitar computadores antigos para a criação de mais espaços que permitam o acesso à internet e a computadores para realização de tarbalhos.
Quando falamos de computadores antigos referimo-nos a Pentium I a 100 mhz, com 16 MB de memória, sem necessidade de disco e com suporte a qualquer “tipo” de placa gráfica (sobretudo PCI). Os terminais não necessitam de disco pois o arranque é remoto (no servidor). O computador terminal precisa de carregar uma imagem para efetuar o arranque. Estas imagens (https://www.rom-o-matic.org/) são pequenas, em torno de 50 KB, e podem ser gravadas num disquete ou opcionalmente num chip de boot na placa de rede, outra possibilidade de boot é através do protocolo PXE (para motherboards mais recentes).
O projeto assenta numa base open source, de modo que as instituições não terão um custo acrescido relativamente a licenças de software. Os custos com aquisição de hardware serão muito baixos, só o "computador servidor", caso não seja adquirido para o efeito, necessitará de upgrade e logo de algum investimento.
O sistema é constituído por um servidor que executa as tarefas dos computadores clientes (onde se localizam os utilizadores), tornando computadores considerados "sem utilidade" em computadores rápidos e capazes de realizar quaisquer operações desejadas pelo utilizador. (Acesso à Internet, processamento de texto, folha de cálculo, tratamento de imagens, programação, etc...)
Cada terminal permite poupar na compra de HDs (discos rígidos), máquinas novas e memória RAM, já que o consumo de tais recursos é colocado, na sua maioria, no lado do servidor.
Esta solução permite inclusive a criação de áreas para os utilizadores, que cada utilizador tenha a sua própria configuração, ou seja, o acesso ao sistema é individualizado pelo par username/password. O número de utilizadores é limitado ao espaço em disco do servidor, com um disco de 40 gigas com 20 gigas para áreas de utilizadores podemos ter 200 utilizadores, cada um com 100 megas de área.
Para todos aqueles que não acham o Linux um ambiente próprio ao utilizador devido à aparência ou ao uso, informamos que o sistema é muito agradável de utilizar e cada vez mais configurável (podendo o utilizador alterar o seu ambiente de trabalho), sem alterar a configuração dos restantes utilizadores.
O servidor
A configuração (mínima) recomendada para o servidor é um Pentium IV 1.7GHZ com 512 MB de RAM e mais 64 MB para cada terminal que seja adicionado. Ou seja, se tivermos 4 terminais instalados, seria recomendável ter 1 GB, mas se tivermos 8 terminais ou mais então 2 GB já seria mais apropriado. O processador não precisa ser nenhum topo de gama(tudo depende das tarefas a realizar pelos terminais e o nº de terminais instalados), importante é também ter um HD razoavelmente grande e rápido (SATA ou SCSI - já que os ficheiros de todos os utilizadores serão armazenados unicamente no servidor) e bastante memória RAM.
Os terminais
A configuração mínima para os terminais é um 486 com 8 MB(para tarefas muito básicas). A configuração ideal mínima é um Pentium 133 com 32 MB com uma placa gráfica PCI e uma placa de rede 100 Mbits.O servidor fica com a maior parte do trabalho, execução dos programas e armazenamento de todos os dados. O servidor envia para os clientes apenas instruções para (re)criar as janelas que serão exibidas e estes reenviam os movimentos do rato e as teclas digitadas.
Dispositivo de Interligação
Como dispositivo de interligação (servidor <-> terminais) recomenda-se no mínimo um switch a 100 megabits. É de considerar uma ligação GigaBit do servidor ao switch.
